Per Ankh ou “Morada da Vida” era, no Antigo Egipto, uma instituição de aprendizagem onde se adquiriam conhecimentos de medicina, matemática e geometria. Também se estudavam os astros e a doutrina religiosa. Do conjunto dos ensinamentos da Casa de Vida avultava o comportamento digno dos formandos tais como: o respeito pelos outros, o amor ao próximo, a protecção dos fracos, o dom da palavra e a eterna busca de conhecimento.
A Morada da Vida estava ligada aos Templos que possuíam também bibliotecas, arquivos e “mamisi”, ou "Casas do Nascimento", onde a Deusa-Mãe se retirava à espera do nascimento do seu filho.
Nos Templos das Deusas aprendiam-se as Artes Femininas de tecelagem e bordado e a dança ocupava um lugar de destaque porque era considerada uma expressão sagrada de alegria e regozijo. Alguns Templos, como o da Deusa Ísis, protectora da Medicina e da Magia, possuíam um local de cura onde, inclusivamente, os enfermos e os peregrinos podiam pernoitar e obter os favores da Deusa através dos sonhos e dos oráculos.
A Per Ankh, direccionada para o bem-estar físico, mental e espiritual, tem como objectivo fazer reviver as antigas tradições e promover o reencontro com o Eterno Feminino criativo, através da dança, da meditação, do estudo e aprendizado das antigas religiões fundamentadas na Grande Mãe Divina e nas Leis da Natureza.
As terapias de relaxamento físico e mental, como a Massagem promovem o equilíbrio interno dos fluidos corporais estimulando o vigor físico e a Energia Vital.
Os Trabalhos Manuais femininos, são igualmente terapêuticos, de relaxamento emocional, que estimulam a criatividade e o bem-estar.
A Per Ankh é um espaço que se pretende como um local de encontro, partilha, aprendizado e de relaxamento, dedicado à expressão pessoal.
A mulher – força e motor da Vida – deve voltar a encontrar a sua essência, a sua natureza criadora. À semelhança da Grande Mãe, a mulher gera e produz Vida através dos seus três centros de poder: o ventre, o coração e a mente.
Um regresso sobre si mesma e às suas raízes ancestrais revelam o feminino-activo, guerreiro, amoroso e emocional que habita em cada fase da vida da mulher.
Estamos longe da época da veneração à Grande Mãe da Natureza e, nos dias actuais, a mulher vê-se perdida num ambiente competitivo e racional onde não mais se encontra como o pilar da família e da sociedade. A mulher que perdeu o contacto com o seu ser feminino tende a desrespeitar-se e a aniquilar-se para não sucumbir numa sociedade que lhe é hostil e a conduz à degradação física, emocional, mental e espiritual.
A Per Ankh propõe à mulher, através das suas actividades, que esta procure dentro de si própria o poder da Grande Mãe Divina reconciliando todas as partes do seu ser de acordo com a Natureza e os seus próprios ciclos internos e, desta forma, se sinta completa, activa e individualizada, consciente de si própria e do seu papel de mulher na sociedade.